EM QUAL LADO ESTAMOS?

 

Antes de ingressarmos em uma batalha três procedimentos são necessários para alcançarmos êxito na peleja. O primeiro é conhecer o tipo de inimigo que estamos combatendo; o segundo é saber quais as armas que ele utiliza contra nós; e por último, conhecer o local da peleja. Com tais informações podemos traçar um plano de guerra.

Infelizmente, o local da batalha é o nosso coração; o inimigo já nos é um velho conhecido – o diabo. Agora, a arma que ele usa contra nós está em nós – o nosso desejo. Assim, a nossa luta transcorre no nosso interior e não no exterior.

Portanto, Jesus nos adverte: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26.41). O Mestre pontuou a nossa fraqueza – a carne, bem como, a solução - “Vigiai”. Nesse sentido, vigiar é ocupar a posição de um sentinela, aquele que o tempo todo observa a movimentação do inimigo.

Pedro, por descuido, não vigiou e o seu desejo foi usado a fim de impedir a salvação da humanidade. Tudo aconteceu quando recebera de Deus uma revelação bombástica; a qual revertera a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Pelo que Jesus o parabeniza:  “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”  (V.17).  

Em seguida, no mesmo contexto, Jesus o repreende, dizendo: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (V.23).

No mesmo dia, e na mesma sequência dos acontecimentos, Pedro foi usado por Deus, e depois pelo diabo.

Provavelmente, Pedro, após receber de Jesus aprovação, se sentiu em condições de argumentar com Ele e impedi-lo de morrer em Jerusalém. Este era o seu desejo – manter Jesus vivo. Mas, esta era também a vontade do diabo.

Do mesmo modo, nós também passamos pelas mesmas tentações: agradar a Deus ou favorecer o diabo. O que caracterizará se estamos agradando um ou outro será o resultado de nossas ações. Se vigilantes, reconheceremos os nossos erros e seremos aprovados por Jesus. O oposto disso, por si só, já define de que lado nós estamos na batalha.

 
Nelson Costa