Calam-nos; e falam.

 

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. É o que concluiu o grande escritor Carlos Drummond de Andrade. Não sabemos o certo a que se referia esse renomado escritor, contudo fica evidente que alguma coisa impedia que ele tivesse êxito em determinado projeto em sua vida. Pode ser que alguém saiba de fato que pedra era esta que estava obstruindo o caminho dele – sobre isso não tenho a menor ideia. O meu propósito aqui é utilizar a sua frase referindo-se aos desafios da família atual.

Se esta mesma frase fosse usada pelo diabo ele provavelmente diria: “No meio do caminho tem uma família, tem uma família no meio do caminho”. Não é novidade que Jesus considera a Igreja a sua família, por isso a família tipifica o que é de mais belo no mundo – uma pedra no caminho do diabo. Logo, se o diabo conseguisse removê-la o caminho ficaria livre para que ele pudesse destruir a humanidade.

Seria isto possível? Eu me atrevo e respondo: não! Porém, se nos calarmos “as pedras clamarão” (Lucas 19.20). A meta do diabo é nos fazer calar. Infelizmente isto está quase se concretizando – eles nos calam, enquanto falam. Calam-nos quando somos entretidos com um monte de lixo despejado diariamente pela mídia.

Enquanto estamos calados, a mensagem de destruição está sendo propagada de maneira epidêmica pela televisão, internet, rádio e revistas. Por todos os lados eles falam e ensinam o que seria o certo e o errado. No meio deste ensino ter e defender a família apresenta-se como algo arcaico, por conseguinte, errado.

Também não podemos manifestar que o homossexualismo, o adultério a prostituição e os demais vícios são condutas contrárias ao fortalecimento da família. Qualquer ideia contra o homossexualismo pode ser visto como um caso de homofobia; em relação ao adultério, “isto não existe!” (dizem eles); “é coisa do passado!” (afirmam). E a prostituição? Esta caminha para ser considerada uma profissão. E o vício da bebida? Basta-nos observar os comerciais de bebidas alcoólicas e tirarmos as nossas devidas conclusões.

Isto não fica por aí! Querem nos impedir de ensinar os nossos filhos sobre o valor da família – a intenção é remover completamente a “pedra”. Com a filosofia de “aceitar os diferentes” nos induzem a aceitar o pecado como conduta adequada. Agregada a isso vem aí a “lei da palmada” para nos calar mais e mais. As escolas, estas já adotaram a filosofia que fere os princípios da família cristã.

Não podemos falar, entretanto eles podem gritar e nos ensinar; consequentemente, o divórcio é aceito, o adultério tolerado, o homossexualismo defendido e os vícios propagados.

Estamos desolados em um mundo que caminha para o abismo. A família, de acordo com os princípios cristãos parece querer dar o seu último suspiro. Temos o sentimento de que o diabo tem conseguido enfim “tirar a pedra do seu caminho”.

Todavia, quando nos lembramos das promessas de Jesus percebemos que isso não é verdade. Jesus afirmou que: “as portas do inferno não prevalecerão contra a sua igreja” (Mateus 16.18) – a sua família, logicamente, composta de outras famílias – “a célula mater da sociedade” (Rui Barbosa).

Jesus, portanto, convida a todos que ainda acreditam na família para defendê-la com todas as suas forças. A nossa arma é a nossa voz. Deus a usa para falar com os homens. Não podemos nos calar e nem aceitar os ensinos que não provêm da fonte de Cristo – a Bíblia Sagrada.

Nelson Costa.