Brincadeira de mau gosto

 

Houve um tempo que chamar alguém de “chifrudo” era atentar contra a própria vida. No mínimo a pessoa ofendida esbravejava e ameaçava o ofensor. Não faz muito tempo que isso assim ocorria. Hoje virou brincadeira se dirigir ao colega de trabalho, ou mesmo a um amigo, e naturalmente designá-lo de “chifrudo”.

Recentemente, bem cedo, no momento do café da manhã em uma empresa, um dos seus funcionários aproximou-se do outro que ali estava e lhe perguntou:

- Qual é a novidade?

Antes que ele pudesse responder, outro funcionário em tom irônico se adiantou e exclamou, apontando com o dedo indicador para aquele a quem foi direcionada a pergunta:

- Chifrudo!!!

O que estava tomando café balbuciou alguma coisa e riu da exclamação do colega que foi direcionada a ele.

Com esta brincadeira de mau gosto ele recebia o título de vítima de um adultério consciente, pois ser “chifrudo” tem o significado de ter conhecimento da traição e aceitar a situação.

O cidadão que havia chegado e perguntado continuou com a brincadeira:

- Isto todo mundo já sabe, o que eu quero é novidade!

Daí em diante, nenhuma novidade foi mencionada e as brincadeiras pejorativas continuaram, com cada um deles sendo colocado no lugar do terrível “chifrudo”. O que antes era uma questão de honra tornou-se motivo de risos e brincadeiras.

Pelo desenrolar dos fatos ficou constatado que o ato do adultério não é algo considerado grave pela sociedade atual. Contudo, a gravidade desse ato continua provocando estragos irremediáveis nos relacionamentos familiares.

Em relação a este assunto, Jesus foi categórico, não somente ratificando a ordenança de Deus a respeito do adultério, como também ampliou a abrangência do pecado ao nível da intenção do coração. Assim declarou: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5.27,28).

A Bíblia em vários momentos da história dos hebreus coloca o adultério no mesmo nível da idolatria e da feitiçaria (Jeremias 13.27), certamente, por causa do estrago que provoca no casamento e na vida espiritual.

Pela gravidade do ato, ninguém deve ser submetido a uma posição tão degradante como a de um “chifrudo”. O mal que não queremos para nós não deve ser desejado para os outros.

“Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Romanos 13.9).

Nelson costa

Fonte da imagem: disponível em: <http://elbazardelaretorica.blogspot.com.br/2012/02/adulterio.html> Acesso em 07 de outubro de 2014.