Vamos dar uma “espiadinha”!

 

No dia 20 de janeiro de 2015 iniciou-se a versão piorada do programa mais pernicioso da TV brasileira, o Big Brother Brasil. E parece que a cada ano ele supera o anterior, ficando ainda pior.

O programa deveria ser chamado de “Grande inimigo” ao invés de “Grande Irmão” (tradução literal de Big Brother). Assim pelo menos, ele encerraria uma verdade. Sabemos que “A casa mais vigiada do País” é um lugar onde desconhecidos se tornam inimigos. Para isso, motivos não faltam: mentira, falsidade, hipocrisia, prostituição, engano, desrespeito, maldade... A lista é imensa. Ou seja, é a casa que representa a morada do inimigo. Nela sobrevive aquele que tem “1,5 milhão” de motivos para ser fingido e dissimulado com o seu próximo.

Ao considerarmos a origem do nome “Big Brother”, entendemos o objetivo desse Reality Show. Sua ideia foi inspirada no livro “1984”, escrito por George Orwell (1903-1950). Neste livro, o autor apresenta uma civilização dominada pelo Estado, onde “Sobrevive-se no coletivo, porém vive-se na atmosfera do unitário”. Nesta atmosfera, “O GRANDE IRMÃO”, que para Orwell (1948) representava o Estado, era aquele que sempre “ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ”.

Pela lógica do seu livro quem estava sendo vigiado não era o “O GRANDE IRMÃO”, mas o cidadão comum. O que não é diferente da intenção do programa “Big Brother Brasil”. Isto acontece mediante o número de ligações, e-mails e acessos via internet. Através destas ferramentas os telespectadores são monitorados. Com os dados obtidos pela “interação” deles, os responsáveis pelo programa tomam ciência sobre seus pensamentos e anseios.

Logo, se todos deixassem de assisti-lo o recado seria claro para o “O GRANDE IRMÃO” que nos observa: não compactuamos com a suas ideias.

Para começar, toda casa dividida tem apenas um destino – sua destruição. Jesus disse que “se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir” (Marcos 3.25).  Se a mentira predomina em tal ambiente nós já sabemos quem o domina. Jesus o nomeia de “diabo... porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8.44).

A Bíblia, por sua vez, nomeia os filhos do diabo. Ela os descreve de “cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22.15).

Portanto, em uma casa assim, não devemos dar nenhuma “espiadinha”.  Se a mentira prevalece nela, todos os filhos da verdade devem se manter distantes dela. O conselho que temos é que não devemos nos interagir com as trevas; devemos antes condená-las (Efésios 5.11).

Nelson Costa

 

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