Ciúmes

 

Eu sei que existem muitos casais vivendo em crise por causa dos ciúmes. Tem marido, e também esposa, que vasculha celulares, bolsas, agendas, ligações, sempre procurando vestígios de traição. Infelizmente, alguns, com tal procedimento terminam por achar o que estavam procurando, mas existem aqueles que não encontram nada, mesmo assim continuam procurando algo que justifique a ideia de traição.

No entanto, existe um ditado popular que diz que “quem procura acha”. Logo, o ideal é não procurar nada, pois procurar pode criar na pessoa o sentimento de que algo de fato exista, mesmo que não exista, com isso, o ciúme tende a aumentar e prejudicar ainda mais o casamento.

Quem vive com desconfiança em relação ao seu cônjuge precisa entender que o ciúme só causa males e jamais fará algum bem ao relacionamento conjugal, isto porque o ciúme é um sentimento doloroso que reflete o desejo de possuir a pessoa amada. Por isso, em Cantares 8.6 aprendemos que o ciúme “é tão inflexível quanto a sepultura”. Logo, o ciúme pode gerar a morte do relacionamento, em alguns casos, ele pode gerar até a violência doméstica.

Em linhas gerais, um pouco de ciúme é até natural, já em excesso, demonstra insegurança e medo de abandono. Em tese, a pessoa ciumenta presenciou algum histórico de traição em sua família de origem e tem medo de que o mesmo lhe aconteça. O medo da traição, é em resumo, o medo de reviver traumas antigos. Sendo assim, o histórico familiar é a principal fator do ciúme no casamento.

O mal do ciúme, segundo Provérbios 6.34 é que ele “desperta a fúria do marido”, assim também, desperta a fúria da mulher, nesse sentido o sábio completa que o ciúme traz consigo o sentimento de vingança, de punir o companheiro da relação. Entretanto, somos alertados em Romanos 12.19 a não procurar a vingança e deixar de lado a ira, pois Deus é o Juiz de todas as coisas.

Além do mais, o ciúme faz muito mal a quem o alimenta, por vir carregado de angústia e ressentimentos. Para superá-lo existe somente uma maneira eficiente: aprender a confiar na providência e no cuidado do Senhor. O profeta Jeremias, em seu livro no capítulo 17.7 disse que "bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está”.

Logo, a boa notícia é que podemos superar o ciúme aplicando o conselho de Provérbios 3.5 que diz: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento”. Considerando isso, entendemos que o ciúme não ameniza o conflito interior; também não provoca a fidelidade do cônjuge; na verdade só piora a relação familiar.

Sendo assim, quem tem ciúme deve apresentá-lo ao Senhor em oração, pedindo-Lhe libertação. É o que Paulo nos orienta em Filipenses 4.6. Segundo ele, não devemos andar ansiosos “por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças” devemos apresentar tudo ao Senhor.

Considerando a orientação do apóstolo, tudo que nos incomoda deve ser apresentado ao Senhor para suas devidas providências, o que inclui o ciúme. Temos que aceitar que nas mãos de Deus todas as coisas são resolvidas. Talvez não da maneira que desejamos, mas com certeza, da melhor maneira possível. Este é o nosso alento: saber que Deus sempre tem o melhor para as nossas vidas. Por isso, descanse Nele.

Nelson Costa.